RESENHA: O Descompasso Infinito do Coração, de Bianca Briones

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O Descompasso Infinito do Coração|| Bianca Briones|| Páginas: 403||Editora: Verus

“A vida não é só o que acontece dentro da sua casa ou de algum livro. É ótimo poder viajar em uma história e conhecer lugares em que talvez você nunca pise, mas você também precisa criar suas próprias histórias. Precisa ter uma coleção de momentos inesquecíveis. Alguns vão ser bons, outros ruins, mas nenhum descartável. Dos bons, você vai tirar suas melhores lembranças. Dos ruins, aprendizado.”

Olá, amores!

Hoje, vou falar sobre o segundo livro da série Batidas Perdidas, O Descompasso Infinito do Coração, de Bianca Briones. (Já falei que me apaixonei pelo primeiro livro né? Vocês podem ver Aqui) E aí, quando penso que a Bianca não pode me surpreender mais, ela vem com esse livro lindo, no qual eu chorei litros. (Não sei se já falei para vocês, mas eu sou uma romântica incurável, rsrsrs) Mas vamos deixar de blá blá blá e vamos ao que interessa…

O livro é narrado em 1ª pessoa, assim como o primeiro, dessa vez as personagens retratadas são: Clara e Bernardo – que aparecem no primeiro livro, mas em O Descompasso Infinito do Coração, nós vamos conhecer mais sobre esses dois. Bem, no início da narrativa conhecemos Clara, que tem 26 anos, é casada e mãe de dois filhos lindos – que são gêmeos – porém seu mundo vira de ponta cabeça quando ela descobre a traição de seu marido, não que ela o amasse profundamente, mas ela se sentia confortável com o casamento.

“As feridas de um coração partido vão muito além de cicatrizes. Quando juntamos os pedacinhos, nunca somos capazes de restaurá-lo como na versão original. O novo coração baterá como todos os outros, mas nunca se entregará, porque sabe que não será capaz de sobreviver a uma nova ruptura.” IMG-20150527-WA0014   Bernardo, tem 23 anos, advogado e é lindo de morrer. Sempre foi apaixonado pela Clara (tomamos conhecimento disso já no primeiro livro), ou seja, quando sua amiga Viviane o avisa sobre o que aconteceu, acende-se uma esperança nele. Então, Bernardo que estava um pouco afastado de Clara, resolve visitá-la e consolá-la. O que ele não esperava era a baixo autoestima de Clara, pois ela acredita que não nasceu para ser amada. Mas Bernardo não vai desistir tão fácil e vai fazer de tudo para conquistar o seu grande amor.

“Acho que deveria ter uma regra sobre o amor: deveríamos poder tirar a dor de quem amamos e transferir para nós. Pouco importa se ficaríamos sobrecarregados.”

Ao longo da narrativa vamos conhecendo cada vez mais os medos de Clara, como por exemplo, o medo de amar. Clara, já achava o seu casamento meio morno, mas nunca imaginou que o marido pudesse cometer uma traição e para ela era muito mais cômodo manter o casamento, ao invés de investir no amor. Clara está acima do peso, sua autoestima está lá em baixo e a traição do marido só serve para aprofundar isso ainda mais. Na infância ela perdeu sua mãe e foi obrigada a conviver com uma madrasta (Eva) que infernizava sua vida, mas além disso, Clara sofreu um trauma na sua infância que a deixou um pouco depressiva (que trauma foi esse? Vocês só vão saber ao ler o livro, hehehe) e fechada para o amor.

“Às vezes, pra ficar mais forte, é preciso quebrar primeiro. É uma reconstrução.”

Gente, ao longo da narrativa, sucessivos desencontros/desentendimentos ocorrem na vida desses dois apaixonados. O que mais me cativou nesse livro é que, com toda certeza, existem várias Claras nesse mundão. Mulheres, que muitas vezes estão com sua autoestima baixa, que em algum momento da vida sofreram algum tipo de traição e que, assim como a Clara, buscam forças para superar tais desilusões. Assim como As Batidas Perdidas do Coração, O Descompasso Infinito do Coração, também tem cada capítulo alternado entre Bernardo e Clara e, além disso, é iniciado com uma epígrafe que é um trecho de uma música e que, para mim, resume o sentimento de cada personagem. IMG-20150527-WA0023  “Se tio Pedro um dia criou a expressão ‘batidas perdidas do coração’ para o que ele acreditava sobre o amor, acho que no meu caso seria ‘descompasso infinito do coração’. Essa sensação estranha que faz formigar o peito e machuca o coração só pode ser sentida por quem tem um amor não correspondido, platônico.”

E aí, gostaram?

Beijos e até o próximo post!

Malu

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