[Entrevista] Papo literário com o escritor Cláudio Quirino

Olá, amores! Hoje é sexta! E trago para vocês mais uma entrevista maravilhosa. Dessa vez com o escritor Cláudio Quirino, autor de “Um Novo Amor à Vista“. Digo a vocês que ele foi um amor em conceder a entrevista, por isso tenho certeza que vocês vão amar. ❤

14081455_939529246172917_1774497081_nCláudio Quirino é um escritor pernambucano – gênero policial –, funcionário público e estudante de Administração. É autor do livro de chick-lit mais charmoso do momento, Um Novo Amor à Vista, que recebeu críticas positivas e atingiu o 4o lugar, durante semanas, da lista dos livros digitais mais vendidos da revista Veja. Também escreveu Como Amar em uma Semana e, atualmente, está escrevendo o suspense policial Conspiração Brasileira e publicando gratuitamente no Wattpad o erótico Como Seduzir um Capacho, que já conta com mais de 120 mil leituras até o momento e que tem colecionado críticas excelentes e indicações de leitura.

L.C. Cláudio, primeiramente fale um pouco sobre você. Seus hobbies? Sonhos?

C.Q. Sou uma pessoa firme, com pés no chão, mas que vive sonhando eternamente e esperando as melhores coisas da vida e das pessoas. Sou sempre (sempre mesmo!) alguém que se coloca no lugar do outro, que gosta de ser amigo, de ouvir, de estender a mão e de ser um ombro. Eu tenho vários e vários hobbies, dentre os quais se destacam ler, estudar, caminhar (embora eu esteja um pouco sedentário nos últimos tempos, mas ninguém é perfeito, né? rsrsrs..), estar na companhia da noiva e da família, ver meus seriados policiais preferidos e tecer milhares de teorias possíveis, gosto de contemplar a natureza, agradecer a Deus pelas coisas boas que tenho conquistado e, melhor ainda, agradecer pelo futuro que Ele me reserva. Sonho demais com uma vida onde existam mais oportunidades para todos, que o preconceito seja apenas um passado que ninguém mais faça qualquer questão de lembrar, que o mundo tenha mais mentes esclarecidas que sejam capazes de provocar mudanças significativas.

L.C. Qual o livro mais marcante que você leu até hoje?

C.Q. São tantos dos quais me recordo. Lembro bastante dos livros de literatura clássica do colégio, esses que a gente é meio que “obrigado” a ler e conhecer para compreender o pensamento daquela época. Sempre lia sem pretensão alguma, nunca os achei divertidos, na verdade, mas alguns deles me surpreenderam tanto que me fizeram ler outros e outros e mais outros, até que, quando percebi, estava eu conhecendo uma porção de autores que nem sabia que existiam. Mas, sem dúvida, os livros da Agatha Christie eram os que mais me provocavam mistos de sentimento, que iam de perplexidade ao amor pelo que ela escreve. Nunca esquecerei minhas reações ao ler O Caso dos Dez Negrinhos e Por que não pediram a Evans?.

L.C Houve algum momento em que você decidiu se aventurar no mundo da escrita?

C.Q. Minhas ideias sobre escrever livros surgiram na minha infância – ou quase adolescência –, com tentativas frustradas de ser o maior e mais bem-sucedido astronauta da face da Terra. Começou assim, acreditem, com um aspirante à escritor muito pequeno e sentado no chão da sala, com seus cadernos e lápis coloridos e desenhos horríveis e tortos sobre duas pessoas que visitavam o espaço. Nascia ali um amor que nunca mais me abandonaria e que me tornaria alguém que eu jamais poderia – e suporia – imaginar que eu me transformasse. Acho que, quando você acredita demais na vida, tudo conspira a seu favor. O que é bom chega até você. Quando estou fazendo qualquer tarefa, às vezes nos momentos ou lugares mais inimagináveis, surge uma ideia do que deveria ser o começo de um novo livro. Algumas, eu crio intencionalmente para provocar um efeito positivo no leitor, mas, em geral, são as ideias que me encontram em algum momento do meu dia. Posso olhar uma cigarra, saltitando entre as folhas, e disso eu construo um enredo sobre alguma coisa igualmente parecida.

L.C. Escrever um romance foi natural para você. Ou você teve que se esforçar bastante para transpor sua imaginação para o papel?

C.Q. Depende muito do gênero. Eu sou autor declaradamente de suspense policial, e confesso que tenho maior facilidade em escrever sobre isso, crimes passionais, manchar as páginas de sangue e culpa, sobre os males que permeiam a vida social, enfim, esses detalhes são sempre muito lúcidos para mim, enquanto estou escrevendo ou criando uma nova estória. Escrever chick-lit, que foi meu primeiro contato e experiência, foi desafiador. Eu não fazia ideia de como me comportar, estava me controlando ao máximo para evitar suspense na estória ou fazer com que alguém tivesse alguma notícia ruim de um desastre. Não é o tipo de mistério que cabe em livros divertidos, mais leves, com tom mais ameno do que costumo escrever, por isso foi, para mim, escrito com muita dificuldade. Mas o resultado foi extremamente positivo e surpreendente. Eu não fazia ideia de que poderia escrever algo engraçado e que fizesse com que os leitores se identificassem tanto.

L.C.  De onde surgiu a inspiração para escrever “Um novo amor à vista”?

C.Q. Um Novo Amor à Vista, como costumo dizer, foi a maior surpresa que me aconteceu. E foi ele quem mudou tudo. Eu não fazia a menor ideia de como seria recebido, porque a ideia de escrever um chick-lit é associada a escritoras e, dificilmente, alguém vivo pode contar que já viu homem escrevendo sobre o universo feminino. Foi um desafio, não posso negar, pois sou autor policial e não entendo absolutamente nada de como a cabeça de vocês, mulheres modernas, funciona. Mas, para o meu completo espanto, o livro deu super certo e está colhendo bons resultados desde então. Mas não foi nada fácil. Tive que conquistar público, divulgar muito, contar com colaboração de amigos muito queridos, que acreditaram demais no meu trabalho. O livro ganhou o coração das pessoas, entrou para a lista dos chick-lits nacionais mais comentados e vendidos, e então a mágica de ser publicado por uma editora que aposta em você aconteceu. E foi maravilhoso. De repente, meus sonhos estavam sendo realizados, sonhos dos quais me orgulho em compartilhar. Apesar das conquistas, reconheço que ainda tenho muito a aprender, pois o mercado é muito instável e seletivo.

L.C. Teve algum escritor(a) que influenciou você no tipo de escrita?

C.Q. Eu não poderia citar algum, porque penso que cada livro, cada autor e suas ideias que, um dia, eu li, contribuíram decisivamente para os rumos literários que tomei na vida. Cada um deles, em especial, faz parte da minha história, e eu não poderia deixar de enfatizar isso.

 L.C. Quais dicas você daria para quem está pensando em se aventurar na escrita de um livro?

C.Q. Por mais difícil que possa parecer, continue em busca, e isso chegará naturalmente até você. Estude bastante, leia muito, cultive amizades, converse com outros autores para trocarem experiências, e não perca o ânimo. O Universo recompensa os sonhadores que sabem o momento e a medida de agir.

 L.C. Alguma personagem é baseada em alguém que você conheça? Alguma situação transcrita no livro vem de uma experiência pessoal?

C.Q. Todos, absolutamente todos, são inspirados em pessoas incríveis que conheço. Alguma situação, uma mania difícil de não associar, um verbete, uma frase de impacto, um acontecimento extraordinário, cada vez que você ler isso em um dos meus livros, pode ter a certeza de que está conhecendo a vida de uma pessoa. Gosto de tirar a inspiração da vida real, a felicidade das pessoas, seus dramas e realizações de vida são muito mais interessantes de serem retratados nos livros. O resto é criatividade, elementos que a gente utiliza para tornar tudo mais interessante e íntimo do leitor. Muitas coisas são minhas, mas pouco se observa sobre mim nos livros. Não é um recurso que uso muito.

L.C. Quais são seus autores favoritos?

C.Q. Seria injusto citar nomes, pois muitos são os escritores que animam minhas leituras. Eu não tenho meus autores preferidos, gosto que me surpreendam, o que é bastante relativo. Se o livro apresentar conteúdo capaz de me fazer viajar ou ficar entretido, pronto, ele cumpriu seu papel.

 L.C. Você tem algum novo projeto surgindo por aí? Pode nos contar?

C.Q. Aproveitar esse momento de carinho com os meus leitores. Eles são a minha inspiração. É o que estou zelando mais, no momento, mantendo minha relação de fidelidade com cada um dos meus leitores. Claro, não posso negar, estou cheio de planos literários e tudo o que mais tenho feito é me envolvido cada vez mais em meu novo romance (não posso revelar nome ou detalhes ainda, porque é muito especial) e finalizando outro projeto no qual acredito demais na ideia. Vocês vão ficar seriamente surpresos quando tudo for anunciado, em breve.

L.C. Cláudio, obrigada pela entrevista! Gostaria de dizer algo para os leitores do Blog Lendo & Cozinhando?

C.Q. O que seria de mim sem o carinho de cada uma das pessoas que me acompanha? Eu queria poder agradecê-los pessoalmente, de abraçá-los e dizer o quanto são eternos e maravilhosos. Vocês são o que há de melhor, que eu sempre faço a maior questão de ter sempre bem perto de mim e por quem tenho a mais alta e sincera admiração. Tenho que usar do momento para agradecer demais o cantinho que o blog está dedicando para que eu apresente um pouco da minha história, como pessoa e escritor. Espero que tenha sido tudo bastante esclarecedor e, no que tenham restado dúvidas, estarei a disposição para respondê-las com carinho, pois sou aberto e acessível a qualquer contato.

CAPA UM NOVO AMOR A VISTA

Só posso agradecer ao Cláudio por essa entrevista maravilhosa e tão cheia de detalhes. Vocês não sabem o quanto fico feliz quando um autor se dispõe a falar um pouco de si, um pouco da sua obra, isso tudo é muito gratificante. Então espero que vocês se deliciem com essa entrevista tanto quanto eu! ❤

Onde encontrar Cláudio QuirinoFanpage Cláudio Quirino

Beijos!

Malu ❤

 

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