[Entrevista] Papo Literário com a escritora Julianna Costa

Olá, amantes da literatura! ❤

Genten, sei que que ando meio sumidinha e peço logo desculpas, pois vou ficar cada vez mais ausente, por causa dos meus estudos! Mas enfim… Sempre que puder visitarei o bloguinho de vocês e também posto alguma novidade por aqui. E hoje para compensar minha ausência. Trago nada mais nada menos do que a diva Julianna Costa, hehehe! Pois é gente! Sou fã dessa mulher! ❤ Julianna Costa é escritora de literatura erótica. Mas quando vocês forem ler os romances de Julianna, se preparem para se deparar com personagens femininas fortes, determinadas e empoderadas. É exatamente isso que me faz ser apaixonada pela escrita de Julianna Costa. Sem mais…

14958334_1151033774984195_2133363635_nL.C. Julianna, primeiramente nos fale um pouco sobre você.

J.C. Sabe aquela amiga que você liga quando tá com um problema absurdo que ninguém vai entender, mas você precisa falar com alguém que saiba que não vai te julgar? Pronto. Sou eu.

L.C. Qual o livro mais marcante que você leu até hoje?

J.C. É difícil responder com um único livro. Meu top 5! Não obrigatoriamente nessa ordem:

A Higiene do Assassino, de Amelie Nothomb

A Arte de Pedir, de Amanda Palmer

Sandman, de Neil Gaiman

As Intermitências da Morte, de José Saramago

O Sol dos Scorta, de Laurent Gaudé

L.C. Em que momento de sua vida você decidiu que escreveria a trilogia “Negligê” e compartilharia com pessoas desconhecidas?

J.C. Quando escrevi Negligê, eu já tinha histórias postadas e livros publicados, então a decisão de compartilhar foi natural. Sobre a escrita do livro em si: um dia, eu tive a ideia de escrever uma determinada cena, Negligê foi um dos livros que criei para tentar tornar a cena possível. Mas acabou que a cena não entrou para a história, ironias da vida!

L.C. Escrever sempre foi natural para você. Ou você teve que se esforçar bastante para transpor a sua imaginação ao papel?

J.C. Sempre foi natural. Eu escrevo desde que aprendi como. Meu primeiro livro foi escrito com sete anos de idade (não recomendo a leitura desse, hahah), depois disso foram muitos contos e poesias por toda minha adolescência, até finalmente sentar e escrever um romance completo.

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L.C. De onde surgiu a inspiração para escrever o romance “23 Noites de Prazer”?

J.C. 23 Noites veio de uma coleção de eventos… primeiro, lendo “Marianne”, um conto de Anaïs Nin (provavelmente minha autora erótica favorita), eu fiquei irritada porque a mulher mais experiente não ajuda Marianne com seus problemas e comecei a brincar com a ideia de como seria ter um “guru sexual particular”. Depois, lendo Breve Romance de Sonho, do Schnitzler (que detestei, confesso), eu fiquei considerando como seria se aqueles sonhos fossem mais interessantes (para o meu gosto) e fui unindo as duas ideias até formar um sonho com gurus sexuais. Eu comecei a escrever porque queria testar minhas habilidades em cenas eróticas para incluí-las em outros livros, mas fui juntando todas as ideias e o livro foi tomando forma. A ideia do Djinn foi sugestão de uma amiga. Quando eu lhe apresentei a ideia do livro que estava escrevendo, ela lembrou da figura do Djinn.

L.C. Teve algum escritor(a) que influenciou você no tipo de escrita?

J.C. Muitos que me influenciaram na vontade de escrever. Quanto ao tipo de escrita especificamente, acho que soa um pouco arrogante dizer “eu escrevo parecido com…” hahahah Mas acho que todos me influenciam um pouco. Seja como exemplos do que quero fazer ou do que não quero.

L.C. Quais dicas você daria para quem está pensando em se aventurar na escrita de um livro?

J.C. Não exagere na autocrítica durante a escrita. Há um momento para autocrítica, mas ele se chama “revisão”. Acho que muitos autores terminam sua jornada antes de começar porque não conseguem superar as releituras. E sempre que releem, acham que não está bom o suficiente. Minha sugestão seria: escreva. Continue escrevendo até acabar. Depois vem o depois.

L.C. Ao criar seus personagens, você costuma colocar muito de si mesma em cada um deles, ou procura colocar características de pessoas que convivem com você?

J.C. Eu nunca soube responder essa pergunta. Acho que porque o processo de criação de um personagem nem sempre é 100% calculista. Às vezes você se inspira claramente em uma determinada figura para compor um personagem. Mas, às vezes, o personagem simplesmente acontece.

L.C.  O que é pior: começar ou terminar um livro?

J.C. Eu normalmente tenho mais dificuldade em terminar. Acho triste me despedir de uma história. E detesto revisões hahaha

L.C. Qual é a maior dificuldade em publicar um livro?

J.C. Hoje em dia, com autopublicação sendo um formato verdadeiramente válido, não acho que publicação ainda é muito difícil. Mas pelo meio tradicional, acho que a maior dificuldade é furar a bolha e chamar atenção para o seu texto.

L.C. Quais são seus autores favoritos?

J.C. Neil Gaiman, Amelie Nothomb, Anaïs Nin, José Saramago, Dostoievski, George Martin, Lovecraft.

L.C. Você tem novos projetos em mente? Pode nos contar?

J.C. Alguns. Terminei, há pouco, um livro escrito em parceira com uma amiga, a Luiza Costa, do portal Pergunta a Uma Mulher. É um livro mais leve, voltado para um público mais jovem que se passa através da troca de cartas entre duas melhores amigas adolescentes. Fora isso, estou trabalhando em um erótico que estou postando no Wattpad, chamado “Malícia” e que fala sobre o relacionamento entre uma mulher dominante, um homem submisso e alguns elementos importantes sobre o BDSM (eu sou a doida das pesquisas, gosto de escrever histórias precisas). E estou escrevendo também um romance mais suave, sem elementos eróticos, mas esse ainda estou guardando.

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L.C. Rapidinhas:

Uma pessoa: Amanda Palmer

Um personagem: Amanda Palmer. Hahah Não, Olivier Armstrong.

Um lugar: Westeros

Um escritor(a): Neil Gaiman

Eu não gosto: Cebola.

Eu gosto: Filmes de terror trash em preto e branco que envolvem mulheres-serpentes, homens-árvores, criaturas marinhas obscuras ou, de preferência, todas as alternativas.

Uma frase: “Eu sei quem eu era hoje de manhã, mas mudei tanto de lá pra cá.” (Alice no País das Maravilhas)

L.C. Julianna, obrigada pela entrevista! Gostaria de dizer algo para os leitores do Blog Lendo & Cozinhando?

J.C. Não se comportem ❤ Se comportar não tem graça.

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Para saber mais sobre o trabalho de Julianna acesse: Fanpage Julianna Costa

Vocês podem também acompanhar o trabalho dela no Wattpad: Julianna Costa. Inclusive ela está escrevendo esse livro da foto acima: Malícia. E só posso dizer a vocês que sofro lendo esse livro, viu?!

Falei a vocês que estava morta com essa entrevista?🙂 Não, né! Pois é! Fiquei mortinha! Julianna foi um amor em conceder essa entrevista ao blog.❤ Suas respostas me ajudaram a conhecê-la um pouco mais e acho que é isso que todo leitor que ama o trabalho de algum escritor espera. Por isso, espero do fundo do meu coração que vocês também tenham apreciado a entrevista tanto quanto eu. Ju, só posso deixar meus sinceros agradecimentos a você, por ter cedido um pouco do seu tempo ao blog Lendo & Cozinhando. ❤ Desejamos muito sucesso e, claro, muita imaginação para que você continue nos presenteando com arrebatadoras histórias.❤

Beijos e até o próximo post!

Malu ❤

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2 comentários sobre “[Entrevista] Papo Literário com a escritora Julianna Costa

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